Feed on
Artigos
Comentários

So far, so good

Sim, Fabi, sobrevivi ao primeiro PRI1! E a sorte é que o indiano em questão não quis me ligar, ficamos no e-mail mesmo e às 5 da madruga estava tudo resolvido e eu pude ir dormir. Quer dizer, fui tentar dormir.

Até cochilei, mas o movimento do hotel pela manhã foi demais pra mim. E tudo causado por uma pessoa só: a arrumadeira do andar. É realmente um serviço muito barulhento esse. O carrinho indo e vindo, o telefone celular dela tocando, ela falando pelo rádio com a recepção, ela arrumando o quarto ao lado (esse foi incrível, acompanhei tudo), e o outro quarto do outro lado (esse foi mais silencioso) e muitos outros barulhos estranhos me incomodaram demais. Mas eu não posso reclamar, afinal ela deixa sempre um chocolatinho a mais pra mim quando arruma o meu quarto (eu fico sempre no mesmo andar, por isso essa intimidade, sabe?). E além do mais, era eu que estava ali na hora errada, não ela.

Agora meu fuso-horário entrou nos eixos e hoje eu já acordei mais bem disposta. E aqui, por incrível que pareça, as coisas estão calmas. Calmas demais, eu diria. Acho que todo mundo resolveu tomar passiflora. Eu já vou indo pra segunda caixinha e só consigo me perguntar: por que eu não experimentei isso antes?

Pronto, acabei

Agora vou dormir até a hora do almoço.

Meu primeiro PRI1

Meia-noite e eu aqui, esperando uma pessoa do outro lado do mundo atualizar o meu chamado… o meu primeiro chamado PRI1 (que eu logo aprendi que na verdade não tem nada de PRI1, pq é Severidade 1 e não Prioridade 1…)

E o que é isso, amigos? Isso é um problema que precisa de nossa dedicação 24h por dia, 7 dias por semana, até que a morte nos separe o problema seja resolvido.

E por que hoje, amigos? Porque usuário é tudo palhaço e deixaram pra testar as coisas importantes hoje, véspera do sistema entrar no ar.

Adoro.

Logo hoje que comecei a tomar cápsulas de passiflora (vulgo maracujina), agora tenho que tomar um red bull pra aguentar a noite em claro…

Depois eu conto os efeitos colaterais. Por enquanto creio que as balas Chita estão neutralizando as coisas.

Essa semana a Fabi escreveu um texto lindo, que me tocou de verdade. Ela fala sobre carreira, e como nós temos a profissão - e os sacrifícios de estar sempre longe de casa - em comum, sei bem o que é esse sentimento, esse constante questionamento: “quanto tempo mais eu aguento nessa vida?”

Eu já me fiz e refiz essa pergunta várias vezes. Eu acabei dispensando uma boa oportunidade de mudar essa história, mas que mudaria tantas outras coisas, que não valeria à pena. Ou não. É difícil saber.

Mas se eu tenho os dias em que a vontade de jogar tudo pro alto é imensa, eu também tenho os dias em que coisas acontecem e me fazem crer que estou no lugar certo, mesmo que não seja perfeito.

Ontem trabalhamos até 22:30. Lá pelas 19:00 me entregaram um papel com um print de tela, um erro esquisito no ambiente de produção. E lá fui eu ver o que era. Quando me dei conta, meu colega de batalha já estava junto comigo e com o DBA pra tentar ajudar. Além dele, um outro consultor de outra empresa, que já estava de mochila nas costas e indo embora, resolveu voltar e também já estava nos ajudando. E juntos a gente conseguiu resolver. Isto tudo seria normal num dia útil qualquer, mas não em uma sexta-feira à noite, quando o seu marido que chegou de viagem está te esperando no hotel sozinho e com fome, quando você mesma está com fome, quando o sábado e o domingo serão dias úteis e nesse mesmo ritmo, e, principalmente, quando o projeto está desabando nas suas costas, porque foi mal conduzido, quase nada funciona e terça-feira entra tudo no ar…

Mas a amizade que está acima de qualquer relação de trabalho, não tem preço.

E eu me pergunto se haverá um outro lugar assim, com colegas de trabalho que são seus amigos mesmo, que mesmo nos piores dias conseguem te fazer dar risada de si mesmo e da situação, que mesmo sem nenhuma obrigação ficam do teu lado até que um problema seja resolvido, que te defendem, brigam e botam a mão no fogo por você. E isso eu vivi em outros projetos, vivo neste e sei que no próximo também será assim. Mudam as pessoas, mas não muda o nosso jeito.

Será que o mundo lá fora também é assim? Eu acho que não, e aí fico mesmo bem acomodadinha, mas não posso reclamar. Afinal, eu tenho muito mais a agradecer.

Amoreco ligou ontem todo animado, me contando dos preparativos para o churrasco que vai rolar hoje, pra comemorar o aniversário dele. Fiquei feliz por saber que os nossos colegas de trabalho não são apenas colegas de trabalho, são amigos queridos que cedem a casa, vão às compras, preparam comidinhas gostosas e tudo isso pra que você não passe um dia importante desses trancado no quarto do hotel. Alegria imensa. E invejinha enorme, porque eu queria taaaanto estar lá também. Senti um pouco de ciúmes, confesso, porque não serei eu a preparar as coisinhas gostosas pro churrasco, nem fui eu que o acompanhei até o mercado pra escolher as carnes, e não vou estar lá pra dar um beijo de feliz aniversário no meu amoreco, enquanto os nossos amigos vão poder parabenizá-lo e dar um abraço (só abraço eu deixo!) nele no dia certo. Comigo só amanhã. E no sábado. E no domingo também. Mas, se Deus quiser, por muitos e muitos anos.

Fiquei com saudades do tempo em que nossa rotina era de segunda a sexta e era tão gostoso.

Quando ele soprar as velinhas do bolo, sou eu que vou estar daqui fazendo mil pedidos… para que ele continue essa pessoa linda por dentro e por fora, que continue com saúde, com alegria de viver, com brilho nos olhos, que continue jovem de alma, brincalhão e feliz, que continue essa pessoa tranquila que equilibra tudo (eu inclusa), que continue trabalhador, batalhador e vencedor, que continue nesse caminho ao meu lado, que continue esse amor de pessoa que eu amo demais… Amém.

# Assisti “Fim dos Tempos”. Adoro Shyamalan, mas não gostei desse filme não… sem graça por demais.

# Fui à Festa do Peão de Americana! Gente, como moradora da ilustre cidade, eu tinha que participar, néam? No sábado retrasado fui pra ver Ivetão, foi legal, mas aquela coisa toda: muita gente, muita muvuca, muita falta de educação e eu tô ficando mesmo velha. Sápassado fui só pra ver o rodeio mesmo, porque o show era sertanejo e aí era abusar demais da minha paciência. O rodeio foi bem legal, mas eu gostei mesmo da parte infantil… os cowboys mirins montam em carneirinhos que saem disparados pela arena e é muuuuito engraçado! Os pequenininhos se segurando no lombo do carneirinho - e tombando pro lado - coisa de louco! Achei hilário, mas filho meu não ia fazer aquilo nunca.

# Se eu tivesse um Quarto de Milha, o nome seria Iswenson. Se eu tivesse dois, seriam Iswenson e Iswerisclédison. Quase uma dupla sertaneja…

# O frio chegou a Xisdifóra. Justo agora que vamos ter que passar o fim de semana aqui trabalhando… ninguém merece.

# 1 semana para o Go-Live. Go-Live é o termo usado pra indicar a entrada de um sistema em produção. Aqui estamos mais para Go-Dead…

# Amiga Eva chegou ao Brasil e neste momento está em Recife se esbaldando. Mas depois ela vem pra cá me ver. Felizzzz.

# Cãoprei o box Sex and the City! \o/

# Amiga Joana, da oitava série, me achou no Orkut essa semana. Gente… oitaaaava série… mil novecentos e noventa e doooooois. Dezesseis anos… Dezesseis fuckin’ anos! O tempo passa rápido demais, mas eu senti tanta falta das amigas do colégio. Eu digo que se tivesse internet naquela época como tem hoje, não teríamos perdido o contato. Mas havia o telefone e eu perdi o contato mesmo assim… me sinto mal por isso, porque a gente era super grude. Anyway, fiquei feliz com esse “reencontro”.

Quando eu estava no Rio (ai ai, sweet memories…), tive umas duas crises de tosse terríveis. E comprei xarope, porque eu detesto ficar tossindo.
Aí pronto, as colega começaram a dizer que eu era viciada em xarope.

Aí aqui fiquei ruim essa semana que passou, com tosse e tals. Comprei xarope. Meu colega vizinho de mesa falou a mesma coisa…

Bom, eu não sou viciada em xarope. Eu tomo o xarope somente quando tenho tosse. E eu só tomo o xarope direto no gargalo (um golinho só, juro) porque eu tenho preguiça absurda de caminhar até o banheiro pra lavar o copinho!

.doce.

Toda segunda-feira maridón e eu pegamos o mesmo vôo pro Rio - de lá eu venho pra Xisdifóra e ele pega outro vôo pro destino dele. Mas na segunda passada, infelizmente, não deu certo. Ele pegou um vôo mais cedo e eu fui em outro duas horas mais tarde. Fomos juntos pro aeroporto e eu fiquei lá lendo meu livrinho até chegar a minha vez.

Quando mandei pra ele a mensagem de que estava embarcando, recebi a dele de volta: “Estou te esperando no desembarque. Quero te ver”

Tem coisa mais fofa do que isso?

.amoreco.

A melhor coisa de ter você como marido é não precisar esperar o dia de hoje para receber uma declaração de amor, um presente, um abraço apertado, um beijo apaixonado.

A melhor coisa de ser tua mulher é não precisar esperar o dia de hoje pra dizer o quanto eu te amo e o quanto sou grata pelo seu amor.

A melhor coisa da vida é ter você, amar você, viver com você.

Todo dia.

Postagens Antigas »