… que eu trabalho muito melhor, grata.
Desde ontem estou só, não farei monólogo algum, mas que felicidade… Os cidadãos que aqui trabalham estão em viagem, da qual eu fui milagrosa e felizmente dispensada, e estou conseguindo fazer tudo o que eu preciso sem interrupções e sem a habitual feira livre que se instala nas proximidades da minha mesa. Tem outras pessoas aqui na sala, mas estou invisível.
Prova disso é que já fazia dias que eu não conseguia ouvir uma musiquinha sequer com meus fones de ouvido super gracinha… uma porque o barulho no ambiente é tão incomodante que eu desistia de tentar ouvir qualquer coisa e outra que eu tenho TOC e jurava que toda vez que eu cismava de ouvir música geral vinha me perguntar alguma coisa, enquanto que nos dias em que eu nem tirava o fone da mochila o povo mal dava bom dia.
Pois hoje eu lavei a alma… ouvi 4 dos 6 cds mega-maravilhosos de uma coletânea de 100 obras de Mozart. Sim, eu sou rockéinrôu, mas eu também amo Mozart. AMO. Sério. Uma das poucas coisas que vieram de influência do meu pai… afinal foi na casa dele que eu vi Amadeus pela primeira vez (e pelas 737652 vezes posteriores). A mais favorita do momento é a forte candidata a fazer parte da trilha sonora do super-mega-evento-do-ano-que-vem: Serenade in B flat K361. Não tenho como colocar ela aqui pra vcs ouvirem, mas garanto: é linda. Tem no filme, by the way.
O único inconveniente foi a ausência de um sofá bem fofo e um fone de ouvido respeitável, profissional, com isolamento acústico… pra ouvir Mozart do jeito que papai ensinou.