Falta pouco menos de um ano agora… Mas bem que já podia ser amanhã!
A expectativa do grande dia é uma coisa muito nova pra mim. Eu nunca tive grandes festas, quando criança meus aniversários eram sempre comemorados, mas muito modestamente. Quase sempre na escola, pouquíssimas vezes em casa. Nada comparado às grandes festanças dos amigos, primos e tals. Meus quinze anos foram comemorados em casa, nós morávamos numa vila e demos sorte por não ter chovido, porque colocamos mesinhas na frente de casa e foi muito bacana. Eu já tinha ido às festas das amigas e, sinceramente, acho que a minha foi legal também. Sem pompa, nas circunstâncias possíveis, mas foi bem bonito. Minha mamis fez o bolo, que tava super gostoso (e nem um pouco seco), e o decorou com as flores que eu escolhi pra decorar as mesas e a sala. Minha tia em BH fez o meu vestido, da cor e do jeitinho que eu quis. E ficou uma graça. Fiz também uma roupa pra missa. Teve missa antes, na sala de casa, e o padre foi muito querido, era conhecido da minha avó postiça (mãe do meu padrasto) e fez uma cerimônia linda. E me deu um santinho que tem uma cruz feita com dois pedacinhos de madeira, e esse santinho veio de Jerusalém. Eu o tenho até hoje… 15 anos depois. E dancei valsa com o meu avô, e foi a Valsa do Imperador, a mesma que a minha mãe também dançou com ele, 25 anos antes daquele dia. E foi a festa perfeita, simples, mas do meu jeito. Mas eu não criei grandes expectativas pra ela, simplesmente ela aconteceu e eu fiquei feliz, porque a chance de não ter acontecido também existia, e eu aprendi bem cedo a não esperar demais, pra não me frustrar demais. É difícil, especialmente na adolescência, mas não é impossível.
Daí eu passei alguns anos pensando em como seria o meu casamento. E nos altos e baixos da juventude, variei entre “quero festa”, “quero na praia”, “quero no campo”, “quero em Paris”, “quero em Las Vegas”, “não quero casar” e cheguei ao “quero viver junto quando a pessoa certa aparecer e só isso me basta, não vou gastar meus dinheirinhos em festa se eu ainda vivo de aluguel”. Isso tudo, claro, variando os coadjuvantes, o que me relembrava que para ter casamento, tinha que ter noivo.
Então, o que mudou?
Em primeiro lugar, eu não tenho mais um coadjuvante na minha história. Eu encontrei um ator principal, talentoso, encantador e todinho meu. Com ele em cena, a história finalmente se desenrolou e eu descobri tanta coisa sobre mim mesma, sobre a vida, sobre tudo, que daria uma festa qualquer que fosse o motivo, só pra comemorar.
Em segundo lugar, nós demos muitos passos na mesma direção, em prol do nosso futuro e da nossa segurança, mas não abrimos mão de viver o nosso presente, porque o dia de hoje é o que é real, é o que nós temos pra aproveitar. E é tão bom e tão leve viver assim, com responsabilidade sim, mas sem privações e sacrifícios absurdos. E eu sou tão grata por ele ter me ensinado a colocar isso em prática.
Eu sei que agora eu me sinto tão estranhamente segura que faz todo o sentido do mundo gastar uma grana pra viver uma noite em festa. Porque não é a grana em si, nem a festa. É o momento, é o significado disso tudo, é o meu amor perfeito pra mim, finalmente ao meu lado, é a minha história com a dele, virando uma só, cada dia mais rica e mais bonita. É poder reunir a família e os amigos de verdade, pra que eles participem da nossa alegria e nos dêem a felicidade maior que é estar na companhia de pessoas tão queridas, que são tão importantes na nossa vida. E sou eu, me permitindo sonhar com coisas que o dinheiro pode comprar, mas que só o nosso espírito livre, feliz e apaixonado pode fazer valer à pena.
óh, amei. é exatamente tudo isso que vc escreveu… é como um quebra cabeça, na maioria das vezes vc só consegue ver a beleza de tudo quando encaixa a última peça. e vale a pena esperar cada segundo por isso, não? esperar pra ver tudo fazer sentido!
bjos e parabéns!!!!
É importante registrar que eu e todos os que não foram convidados para festa de 15 anos guardam direito líquido e certo de participar do início ao fim das comemorações do casório que marcará 2009 como o ano mais impressionante de nossas vidas. Sendo assim, encaminho por email a lista dos nomes dos casais que irão compartilhar o hotel da lua de mel, a piscina da lua de mel, o café da manhã da lua de mel, as regalias da primeira classe no avião para Paris e demais desfrutes que o cartão de crédito PRIS MOZON CARD pode comprar. É sempre importante lembrar que o meu quarto no Alexandre´s and Paty´s Residence deve ter vista para a praia artificial e café Waldorf às 8:32h.
Rsrsrsrsrrss. Imagina. Tô bricando!!! A lua de mel pode ser no Brasil e o café às 9h sem nenhum problema.